sexta-feira, 13 de abril de 2012

DIA DO BEIJO

Beijos molhados,
suaves, ardentes,
lascivos, invasivos,
devassos e lambidos.
Beijos roubados
mas surpreendentes
e ate do atrevido que
beija sem consentimento
e recebe um tapa de volta
muito bem merecido.
Beijos doces, abrasivos,
adoráveis, inesquecíveis,
e, com língua entredentes,
fazem perder o fôlego
daqueles já perdidos
entre braços e abraços.
Beijo, beijo, beijo...
o início de tudo
que o amor permite.
O pavio que acende
a chama do desejo
a queimar os amantes.

domingo, 8 de abril de 2012

A PÁSCOA QUE NAO É MINHA

Eu que fui criada
celebrando Páscoa
Natal e Ano Novo,
hoje sou totalmente
avêssa a eles.
Domingo de Páscoa
nada me diz,
e nao sou herege.
Preferia que
todos os dias
de Páscoa fossem,
assim teríamos
e praticaríamos
a solidariedade
entre uns e outros
buscando o renascimento
de esperanças, de amor,
de igualdade entre nós
(pobres ou ricos,
sendo gays ou héteros,
negros, brancos ou amarelos,
ateus, cristãos ou esotéricos,
saudáveis ou flagelados,
castas ou prostitutas).
Isto que Cristo pregou
e foi morto e sacrificado
para que entendéssemos
e praticássemos
em nosso dia a dia
e nao um só dia por ano.

sábado, 7 de abril de 2012

O SOPRO DO VENTO

Sopra o vento forte
balançando galhos das árvores
até que soltas suas folhas
levemente vão ao chão pousar.
Grita alto o vento,
feito um uivo apavorante,
na escuridao da solidão
deste deserto em que me encontro.
Vento que geme de dor ou de prazer
deixa de soprar dentro de mim.

O BELO, NA ESSÊNCIA

Descobri na primavera
uma nova bela paixão:
observar, contemplar
e fotografar flores.
Amarelas, brancas, roxas,
rosas e vermelhas,
em todos os tons e cores.
E, com elas me fascinando,
vejo a beleza da natureza
como uma pintura colorida
de um artista consagrado.
Flores tão perfeitas
que muitas vezes as toco
para crer que têm vida
pois chega a me ocorrer
que, de tão belas,
possam ser artificiais;
como se a mão humana
fosse mais pródiga
em expor a beleza
do que a mãe natureza.
Com as flores me vejo
cada dia mais ligada
ao simples, à terra,
ao orvalho, ao vento,
ao sol, aos detalhes
e a tudo que é belo,
na essência.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CARPIDEIRA DO AMOR

Como carpideira, chora.
Chora o amor que morreu,
amor que nem era dela,
um amor que nem viveu.
Carpideira, chora!
Chora o amor de outra,
um amor putrefato,
já em decomposição.
Chora a carpideira
o prazer que nao viveu,
do amor torto e mutilado
daquele que nao foi seu,
Aproveita carpideira,
chora o amor alheio
e, com ele, também chora
a perda de sua ilusão.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SAUDADES!

Saudades...
de nós
de mim
de voce!
Saudades...
do que tive
do que nao tive
do que vivi
do que nao vivi
por voce!
Saudades...
de momentos
de lugares
de onde nunca fui
de onde nunca irei
com voce!
Saudades...
do todo
do tudo
do que eu era
do que queria ter sido
pra você!
Saudades...
de ouvir novamente
você dizendo
sentir saudades
muitas saudades
de mim!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SENTIMENTOS ETERNIZADOS

Cheiros, dores, sabores,
momentos e saudades
têm sido recorrente em mim.
Seja o cheiro do colo de mãe
ou o cheiro do amor juvenil
me vêm tão forte
trazendo lembranças
que supunha perdidas.
Eterna é a dor sofrida
que ainda fere, como punhal
transpassando-me o peito,
sentindo a falta de meu pai
e irmaos que se foram,
de amigos que partiram
e de amores que perdi.
Sabores são eternos
quando na simples lembrança
a boca enche-me de água...
ovo de tartaruga, me perdoem,
é minha "madaleine"
e o sabor da língua
no beijo de uma pessoa amada
está em mim entranhado.
Dos momentos, os eternos
em mim marcados com emoção:
quando me entreguei ao homem
que comigo partilhou a vida,
pai dos meus filhos,
e deles lembrando a chegada,
me fazem vir as lágrimas.
A minha saudade eterna
da forte presença paterna
e de um homem que,
de mim se despedindo em prantos,
tendo ou não de fato me amado,
fez-me sentir dentre as mulheres
a mais desejada das amadas.
Nada pode ser eterno,
tudo pode ser olvidado...
Posso perder olfato, paladar
visao, audição ou o tato;
posso me afastar e me perder
de tudo e todos que me marcaram,
mas nada, nem ninguem,
conseguirá apagar ou tirar-me
estes sentimentos que eternamente
estarão eternizados dentro de mim.