Olho no espelho me vejo
Mas não me reconheço,
Tento encontrar a mulher
Sensata e transparente.
Refletida vejo outra,
Alguém que quer sepultar
Aquela que você disse amar,
Que, rebelde, ser insensato,
Não desiste, resiste e insiste
Com seus pensamentos,
Que quer tornar em fatos.
Não, esta não sou eu...
Eu sou forte, destemida
Faço, aconteço, sou sensata,
Pronta para o que der e vier.
Levanto, dou a volta por cima,
Me recupero, não estou doente,
Estive por um tempo, era outra,
Andava com pena de outros,
Acabei tendo pena de mim.
Agora sim, esta sou eu...
Me vejo, me reencontro!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
UM VÔO, UMA SAUDADE
O avião taxia,
Vejo a lua nova,
Num pequeno espaço
Do céu enevoado,
Deste início de março.
Na lua um quê de tristeza,
Deve ser por estar só,
Na imensidão do céu,
Sentindo o travo da solidão.
Não se vê uma estrela
A ela fazendo companhia,
A louvar-lhe a beleza.
Lua que me faz sonhar!
Sonho que não confesso,
Não sei colocar em verso.
Depois vejo a cidade,
Com suas luzes a piscar.
Tantos, das luzes, os tons
Que, em estrelas a brilhar,
Parecem se transformar.
Vôo longe, vôo distante,
Da lua e da cidade,
Carregando dentro de mim
O travo amargo da saudade.
Saudade que sentirei
Do amor que trago comigo,
Que hoje me acompanha
E que logo sepultarei.
Vejo a lua nova,
Num pequeno espaço
Do céu enevoado,
Deste início de março.
Na lua um quê de tristeza,
Deve ser por estar só,
Na imensidão do céu,
Sentindo o travo da solidão.
Não se vê uma estrela
A ela fazendo companhia,
A louvar-lhe a beleza.
Lua que me faz sonhar!
Sonho que não confesso,
Não sei colocar em verso.
Depois vejo a cidade,
Com suas luzes a piscar.
Tantos, das luzes, os tons
Que, em estrelas a brilhar,
Parecem se transformar.
Vôo longe, vôo distante,
Da lua e da cidade,
Carregando dentro de mim
O travo amargo da saudade.
Saudade que sentirei
Do amor que trago comigo,
Que hoje me acompanha
E que logo sepultarei.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
ENCANTADORA
Mulher tao pequena,
Esqueceu de crescer,
Continua menina.
Menina que nao canta
Mas, encantadora,
Traz no riso o feitiço
E no siso o encanto.
Nao faz mistério,
Desvenda seu coração
E também toda emoção.
Transborda de amor
E mais ainda de paixão.
Menina e mulher,
Mulher ou menina,
Se pudesse, Boto que sou,
A tornava cabocla minha,
Levava voce comigo
Para meu reino encantado,
Onde nele continuo menino.
Esqueceu de crescer,
Continua menina.
Menina que nao canta
Mas, encantadora,
Traz no riso o feitiço
E no siso o encanto.
Nao faz mistério,
Desvenda seu coração
E também toda emoção.
Transborda de amor
E mais ainda de paixão.
Menina e mulher,
Mulher ou menina,
Se pudesse, Boto que sou,
A tornava cabocla minha,
Levava voce comigo
Para meu reino encantado,
Onde nele continuo menino.
DROGA DE VÍCIO
Vicio por mim
Você disse-me ter,
Isto me cheira mal,
Vício é coisa ruim,
Dele deve tratar
Como se trata
Vicio do álcool,
Vício do cigarro,
Ou vício qualquer.
Abstinência total,
Um dia após o outro,
Mais um dia somente,
Depois outro dia.
Enfim a cura,
Não sente mais falta.
Vai ver então a droga,
A droga que eu era
E que mal lhe fazia.
Você disse-me ter,
Isto me cheira mal,
Vício é coisa ruim,
Dele deve tratar
Como se trata
Vicio do álcool,
Vício do cigarro,
Ou vício qualquer.
Abstinência total,
Um dia após o outro,
Mais um dia somente,
Depois outro dia.
Enfim a cura,
Não sente mais falta.
Vai ver então a droga,
A droga que eu era
E que mal lhe fazia.
ASSIM, ASSIM
Deitada, estou morgando,
As horas vendo passar
Espero raios do sol entrarem
Pela janela de meu quarto.
Este sol que teima em não vir,
Ontem estava tão forte
Hoje longe está de mim.
Ontem o tive, não valorizei,
Hoje dele sinto muito a falta.
Assim acontece com você
Se vem reclamo de tudo
Quando não vem fico assim,
Sem brilho dentro de mim.
As horas vendo passar
Espero raios do sol entrarem
Pela janela de meu quarto.
Este sol que teima em não vir,
Ontem estava tão forte
Hoje longe está de mim.
Ontem o tive, não valorizei,
Hoje dele sinto muito a falta.
Assim acontece com você
Se vem reclamo de tudo
Quando não vem fico assim,
Sem brilho dentro de mim.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
BASE DA TAL FELICIDADE
Há coisas inerentes à felicidade:
Saúde (sem ela não se pode amar,
Trabalhar e plenamente viver.
Dela sempre devemos tratar);
Amor (é preciso que amemos
E, amados, felizes nos descobrimos.
Vida sem amor fica sem graça, vazia);
Trabalho (através dele nos realizamos
Como profissionais e como gente.
Nos dá meios de suprirmos necessidades);
Perseverança (é a busca incessante
Para se atingir objetivos traçados.
Transforma nossos sonhos em realidade);
Amigos leais (servem prá compartilhar
Momentos de alegria e de tristeza.
Sabem quando, conosco, rir e chorar);
Família (o núcleo por nós criado
Que deve ser a razão de se comemorar
O estar na vida sem ter que dissimular).
Podemos, mesmo não tendo nada disso,
Ainda assim encontrarmos nosso caminho
E nele gozarmos momentos festivos,
Mas é árduo, é amargo, é espinhoso,
Principalmente se estivermos sozinhos.
Saúde (sem ela não se pode amar,
Trabalhar e plenamente viver.
Dela sempre devemos tratar);
Amor (é preciso que amemos
E, amados, felizes nos descobrimos.
Vida sem amor fica sem graça, vazia);
Trabalho (através dele nos realizamos
Como profissionais e como gente.
Nos dá meios de suprirmos necessidades);
Perseverança (é a busca incessante
Para se atingir objetivos traçados.
Transforma nossos sonhos em realidade);
Amigos leais (servem prá compartilhar
Momentos de alegria e de tristeza.
Sabem quando, conosco, rir e chorar);
Família (o núcleo por nós criado
Que deve ser a razão de se comemorar
O estar na vida sem ter que dissimular).
Podemos, mesmo não tendo nada disso,
Ainda assim encontrarmos nosso caminho
E nele gozarmos momentos festivos,
Mas é árduo, é amargo, é espinhoso,
Principalmente se estivermos sozinhos.
JUÍZO SEM FUTURO
Dificuldades superei,
A velhice aceitei,
Amizades novas encontrei,
Momentos alegres inventei,
Sonhos metas eu sonhei,
Fantasias eu criei,
A solidão enfrentei,
Palavras poéticas rimei,
Novos espaços desbravei,
Na estrada da vida caminhei,
Meu amor eu conquistei,
Dele faço o meu presente,
E, por ele, o juízo perderei.
A velhice aceitei,
Amizades novas encontrei,
Momentos alegres inventei,
Sonhos metas eu sonhei,
Fantasias eu criei,
A solidão enfrentei,
Palavras poéticas rimei,
Novos espaços desbravei,
Na estrada da vida caminhei,
Meu amor eu conquistei,
Dele faço o meu presente,
E, por ele, o juízo perderei.
Assinar:
Postagens (Atom)
