Sopra o vento forte
balançando galhos das árvores
até que soltas suas folhas
levemente vão ao chão pousar.
Grita alto o vento,
feito um uivo apavorante,
na escuridao da solidão
deste deserto em que me encontro.
Vento que geme de dor ou de prazer
deixa de soprar dentro de mim.
sábado, 7 de abril de 2012
O BELO, NA ESSÊNCIA
Descobri na primavera
uma nova bela paixão:
observar, contemplar
e fotografar flores.
Amarelas, brancas, roxas,
rosas e vermelhas,
em todos os tons e cores.
E, com elas me fascinando,
vejo a beleza da natureza
como uma pintura colorida
de um artista consagrado.
Flores tão perfeitas
que muitas vezes as toco
para crer que têm vida
pois chega a me ocorrer
que, de tão belas,
possam ser artificiais;
como se a mão humana
fosse mais pródiga
em expor a beleza
do que a mãe natureza.
Com as flores me vejo
cada dia mais ligada
ao simples, à terra,
ao orvalho, ao vento,
ao sol, aos detalhes
e a tudo que é belo,
na essência.
uma nova bela paixão:
observar, contemplar
e fotografar flores.
Amarelas, brancas, roxas,
rosas e vermelhas,
em todos os tons e cores.
E, com elas me fascinando,
vejo a beleza da natureza
como uma pintura colorida
de um artista consagrado.
Flores tão perfeitas
que muitas vezes as toco
para crer que têm vida
pois chega a me ocorrer
que, de tão belas,
possam ser artificiais;
como se a mão humana
fosse mais pródiga
em expor a beleza
do que a mãe natureza.
Com as flores me vejo
cada dia mais ligada
ao simples, à terra,
ao orvalho, ao vento,
ao sol, aos detalhes
e a tudo que é belo,
na essência.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
CARPIDEIRA DO AMOR
Como carpideira, chora.
Chora o amor que morreu,
amor que nem era dela,
um amor que nem viveu.
Carpideira, chora!
Chora o amor de outra,
um amor putrefato,
já em decomposição.
Chora a carpideira
o prazer que nao viveu,
do amor torto e mutilado
daquele que nao foi seu,
Aproveita carpideira,
chora o amor alheio
e, com ele, também chora
a perda de sua ilusão.
Chora o amor que morreu,
amor que nem era dela,
um amor que nem viveu.
Carpideira, chora!
Chora o amor de outra,
um amor putrefato,
já em decomposição.
Chora a carpideira
o prazer que nao viveu,
do amor torto e mutilado
daquele que nao foi seu,
Aproveita carpideira,
chora o amor alheio
e, com ele, também chora
a perda de sua ilusão.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
SAUDADES!
Saudades...
de nós
de mim
de voce!
Saudades...
do que tive
do que nao tive
do que vivi
do que nao vivi
por voce!
Saudades...
de momentos
de lugares
de onde nunca fui
de onde nunca irei
com voce!
Saudades...
do todo
do tudo
do que eu era
do que queria ter sido
pra você!
Saudades...
de ouvir novamente
você dizendo
sentir saudades
muitas saudades
de mim!
de nós
de mim
de voce!
Saudades...
do que tive
do que nao tive
do que vivi
do que nao vivi
por voce!
Saudades...
de momentos
de lugares
de onde nunca fui
de onde nunca irei
com voce!
Saudades...
do todo
do tudo
do que eu era
do que queria ter sido
pra você!
Saudades...
de ouvir novamente
você dizendo
sentir saudades
muitas saudades
de mim!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
SENTIMENTOS ETERNIZADOS
Cheiros, dores, sabores,
momentos e saudades
têm sido recorrente em mim.
Seja o cheiro do colo de mãe
ou o cheiro do amor juvenil
me vêm tão forte
trazendo lembranças
que supunha perdidas.
Eterna é a dor sofrida
que ainda fere, como punhal
transpassando-me o peito,
sentindo a falta de meu pai
e irmaos que se foram,
de amigos que partiram
e de amores que perdi.
Sabores são eternos
quando na simples lembrança
a boca enche-me de água...
ovo de tartaruga, me perdoem,
é minha "madaleine"
e o sabor da língua
no beijo de uma pessoa amada
está em mim entranhado.
Dos momentos, os eternos
em mim marcados com emoção:
quando me entreguei ao homem
que comigo partilhou a vida,
pai dos meus filhos,
e deles lembrando a chegada,
me fazem vir as lágrimas.
A minha saudade eterna
da forte presença paterna
e de um homem que,
de mim se despedindo em prantos,
tendo ou não de fato me amado,
fez-me sentir dentre as mulheres
a mais desejada das amadas.
Nada pode ser eterno,
tudo pode ser olvidado...
Posso perder olfato, paladar
visao, audição ou o tato;
posso me afastar e me perder
de tudo e todos que me marcaram,
mas nada, nem ninguem,
conseguirá apagar ou tirar-me
estes sentimentos que eternamente
estarão eternizados dentro de mim.
momentos e saudades
têm sido recorrente em mim.
Seja o cheiro do colo de mãe
ou o cheiro do amor juvenil
me vêm tão forte
trazendo lembranças
que supunha perdidas.
Eterna é a dor sofrida
que ainda fere, como punhal
transpassando-me o peito,
sentindo a falta de meu pai
e irmaos que se foram,
de amigos que partiram
e de amores que perdi.
Sabores são eternos
quando na simples lembrança
a boca enche-me de água...
ovo de tartaruga, me perdoem,
é minha "madaleine"
e o sabor da língua
no beijo de uma pessoa amada
está em mim entranhado.
Dos momentos, os eternos
em mim marcados com emoção:
quando me entreguei ao homem
que comigo partilhou a vida,
pai dos meus filhos,
e deles lembrando a chegada,
me fazem vir as lágrimas.
A minha saudade eterna
da forte presença paterna
e de um homem que,
de mim se despedindo em prantos,
tendo ou não de fato me amado,
fez-me sentir dentre as mulheres
a mais desejada das amadas.
Nada pode ser eterno,
tudo pode ser olvidado...
Posso perder olfato, paladar
visao, audição ou o tato;
posso me afastar e me perder
de tudo e todos que me marcaram,
mas nada, nem ninguem,
conseguirá apagar ou tirar-me
estes sentimentos que eternamente
estarão eternizados dentro de mim.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A LUA DA JANELA
Sozinha, deitada estou lendo
quando sinto a claridade sobre mim.
É a lua se derramando em meu quarto.
Não fossem as janelas à frente,
com seus olhares invasores
a devassarem minha privacidade,
na minha cama nua me deitaria
e da linda lua me banharia.
quando sinto a claridade sobre mim.
É a lua se derramando em meu quarto.
Não fossem as janelas à frente,
com seus olhares invasores
a devassarem minha privacidade,
na minha cama nua me deitaria
e da linda lua me banharia.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
COM AMOR NAO SE BRINCA
Vida tranquila, divertida, saltitante...
Inesperadamente o amor
chegou sem pedir licença,
foi se instalando, invadindo,
tomando conta, se apropriando
em meio a culpas, angústias,
desespero...
Parecia amor de conto de fadas,
como daqueles impossíveis,
de tão forte que era.
Então, um dia...
como chegou foi saindo,
sem sua anuência,
não se importando
se o que tinha plantado
havia florescido
ou sido devastado
pelas intempéries
a ela causada...
Mentiu, omitiu, frustrou,
brincou, machucou...
Transformou a mulher
em espectro de gente.
A ausência, o silêncio,
quando descoberto
deles os motivos
foi como punhal
fincado no peito...
Faltou-lhe ar, força
coragem...
Sofreu, adoeceu,
prostrou-se...
Vingança!
O amor próprio ferido pedia
fosse mesquinha.
Poderia ter feito pior,
mas a quebra do silêncio
a fez pensar, refletir,
ignorar...
Preferiu se afastar,
matar todo o sentimento
que dentro dela havia.
Quem sabe um dia...
Inesperadamente o amor
chegou sem pedir licença,
foi se instalando, invadindo,
tomando conta, se apropriando
em meio a culpas, angústias,
desespero...
Parecia amor de conto de fadas,
como daqueles impossíveis,
de tão forte que era.
Então, um dia...
como chegou foi saindo,
sem sua anuência,
não se importando
se o que tinha plantado
havia florescido
ou sido devastado
pelas intempéries
a ela causada...
Mentiu, omitiu, frustrou,
brincou, machucou...
Transformou a mulher
em espectro de gente.
A ausência, o silêncio,
quando descoberto
deles os motivos
foi como punhal
fincado no peito...
Faltou-lhe ar, força
coragem...
Sofreu, adoeceu,
prostrou-se...
Vingança!
O amor próprio ferido pedia
fosse mesquinha.
Poderia ter feito pior,
mas a quebra do silêncio
a fez pensar, refletir,
ignorar...
Preferiu se afastar,
matar todo o sentimento
que dentro dela havia.
Quem sabe um dia...
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