quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ACABOU!!!

E acabou assim...
nada mais a dizer,
a sentir, a sofrer.
Acabou...
como se nada tivesse acontecido,
como se não houvesse mexido, remexido,
como se nem tivéssemos nos conhecido.
Acabou assim...
com desconfiança,
com suspeição,
com acusação.
Acabou do jeito que tinha que acabar,
morrendo de inanição,
por nao ter sido alimentado,
por termos amado demais
sem sabermos o que é o amor.
Acabou!!!

ECLIPSE

Como num eclipse voce vem
cola em mim, me cobre, encobre
causando-me tempestades nas entranhas.
Poucas palavras sao ditas... marotos,
sem timidez, somos loucos em devaneios.
O dia se faz noite, a noite se faz dia,
sem nenhuma confusão de sentimentos,
com os corpos nus em total completude.
Assim são nossos cúmplices encontros.
Como num eclipse, nos afastamos...
lentamente o dia volta a ser dia
e a noite se entrega aos ciclos da lua,
ate que nossos corpos se procurem de novo
cheios de vontade e da mais pura energia.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CORAÇÃO ESCRAVO

Alforriada
de mim,
do ter,
do tempo,
das culpas,
das buscas...
ironicamente me vejo
escrava da dor da solidão.
Liberdade exige coração livre.
Não posso fazer escambo
com meu coração,
ele precisa de alforria
para eu poder ser só
e sem dor
só ser

EM FUGA

Vagando a esmo
num vago mundo,
sentindo um oco
dentro do peito,
oprimido pelo eco
de um grito mudo,
sufocada por lagrimas,
que não mais tenho
(secaram)...
encontro uma saída,
a dos covardes,
e fujo!
De quê? De quem?
De nada! Nao sei!
Só sei que fujo
num mundo vago.

domingo, 3 de julho de 2011

NOTÍVAGOS

Afiada,
sob fio da navalha,
tenho vagado à esmo
sem saber se fujo de ti
ou à procura de mim.
Amigos vagam na noite,
uns, vagalumes,
dao brilho à ela,
iluminando o caminho,
enquanto outros,
corvos,
à espreita,
garras afiadas,
tentam abater a presa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SONHO

Sonhei! Você chegava!
Ansiosa eu o esperava
E assustado você vinha
Paletó abrindo e fechando,
Enquanto pra mim caminha.
Eu até me beliscava
Não querendo acreditar
Ser você a quem eu via.
Seu olhar cruzou com o meu,
Meu sorriso encontrou o seu.
Eu estava muito feliz,
Você exultando de alegria.
Nossos lábios se encontrando
E sua mão pegando a minha.
Tensão já era passado,
O desejo vira presente
E a ele nos entregamos.
Fazendo tudo que eu queria,
Eu me tornei sua escrava
E você me amou como rainha.
Eu queria acordar não podia
Porque acordada já estava.
Não era sonho... eu lhe tinha!
Você meu vassalo se tornava
E a você ia me dispondo...
Minha cama nossa rinha!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

NA PONTA DA LÍNGUA

Na minha língua
Meu singular é você,
Meu plural somos nós,
Meu til vem neste tesão,
Meu circunflexo é com você.
Eu caço, sem graça, o cedilha,
Não me encontro no seu coração.
Minha virgula não estava entre nós
E o ponto é quando exclamo meus ais.
A você, sem reticências, eu interrogo
(dois pontos, na outra linha, travessão)
- Onde anda você?