Quero das rosas espinhos
Que sangram-me os dedos
Não sabendo com elas lidar.
Feito rosa quero o amor
Cuidado ternamente
Sem chagas no peito
Nem a alma sofrida
Perturbando a mente.
Quero das rosas perfume
Que emanam seu aroma
Inebriando-me o olfato.
Feito rosa quero o amor
Impregnando no ar
O doce cheiro do cio
Que exala dos amantes
Ao consumarem o coito.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
LUA FUGAZ
Que lua é esta tão linda,
Clara e iluminada
Que de São Jorge guerreiro
Se vê até a espada?
Num repente abrir da janela
Olhando o céu contemplo,
Dentre nuvens negras,
A bela lua surgindo.
Prá fixar na retina a imagem
Os olhos fecho por segundos
E, tão fugaz como a beleza,
A lua nas nuvens negras some
Clara e iluminada
Que de São Jorge guerreiro
Se vê até a espada?
Num repente abrir da janela
Olhando o céu contemplo,
Dentre nuvens negras,
A bela lua surgindo.
Prá fixar na retina a imagem
Os olhos fecho por segundos
E, tão fugaz como a beleza,
A lua nas nuvens negras some
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
PRA VOCÊ QUE TAMBÉM É MINHA
Você sempre me emociona
Com seu riso, com seu “dinda”,
Com todo o seu carinho comigo.
Meu elo com você não se explica
Mas ele é muito forte, eu sei!
Talvez a considere um pouco minha
Como se eu também a tivesse parido.
Não foi minha afilhada de fato
Mas o é de afeto, de ter querido.
Eu quis você e sei que acertei.
Eu era jovem e soube me fazer ouvir
Por duas pessoas queridas
Que estavam esperando por mim,
Sem saber que eu chegava,
Só pra lhes dizer o que queriam ouvir.
Adoro você e você sabe o porquê.
Com seu riso, com seu “dinda”,
Com todo o seu carinho comigo.
Meu elo com você não se explica
Mas ele é muito forte, eu sei!
Talvez a considere um pouco minha
Como se eu também a tivesse parido.
Não foi minha afilhada de fato
Mas o é de afeto, de ter querido.
Eu quis você e sei que acertei.
Eu era jovem e soube me fazer ouvir
Por duas pessoas queridas
Que estavam esperando por mim,
Sem saber que eu chegava,
Só pra lhes dizer o que queriam ouvir.
Adoro você e você sabe o porquê.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
PALAVRAS PARIDAS
Palavras que partem
De dentro de mim
Pra tela do computador.
Palavras paridas,
Soltas, partidas,
Fragmentadas...
Exprimem minha dor.
Palavras estranhas
Me dilaceram a alma,
Como num parto,
A fórceps,
As entranhas.
De dentro de mim
Pra tela do computador.
Palavras paridas,
Soltas, partidas,
Fragmentadas...
Exprimem minha dor.
Palavras estranhas
Me dilaceram a alma,
Como num parto,
A fórceps,
As entranhas.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
AMOR É ENTREGA
O amor não sufoca, liberta.
Duas pessoas atadas
Uma à outra,
Feito feras enjauladas,
Sem cumplicidades,
Perdidas em labirintos,
Carregando peso de culpas,
Esperando da vida mais nada,
Vivem dependência,
Não é amor, é doença.
Quando um ao outro se ata,
Porque se permitiu,
Por escolha, sem tormenta,
Não é prisão, é entrega.
Amar é se sentir livre
Para ao amor se aprisionar.
Duas pessoas atadas
Uma à outra,
Feito feras enjauladas,
Sem cumplicidades,
Perdidas em labirintos,
Carregando peso de culpas,
Esperando da vida mais nada,
Vivem dependência,
Não é amor, é doença.
Quando um ao outro se ata,
Porque se permitiu,
Por escolha, sem tormenta,
Não é prisão, é entrega.
Amar é se sentir livre
Para ao amor se aprisionar.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
PESADÊLO
Sonhei!
Voce dizia ser eu um anjo,
Eu o via um homem em pânico.
Vivi!
Eu uma mulher em êxtase,
Você se redescobrindo homem.
Acordei!
Não há a mulher nem o anjo.
Do anjo as asas você cortou
E mulher podada é a que ficou.
Você, em mim só vendo maldade,
Sumiu! Fugiu!
Voce dizia ser eu um anjo,
Eu o via um homem em pânico.
Vivi!
Eu uma mulher em êxtase,
Você se redescobrindo homem.
Acordei!
Não há a mulher nem o anjo.
Do anjo as asas você cortou
E mulher podada é a que ficou.
Você, em mim só vendo maldade,
Sumiu! Fugiu!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
VENTO ENVOLVENTE
Caminho entre tanta gente
Sem o sol iluminando meu dia,
Nem a vir bronzear-me a pele.
O dia é cinzento, nebuloso,
Cor que não é definida,
De um certo mormaço.
Caminho entre passantes
Que vêm e que vão...
Uns registram em fotos
A beleza da paisagem.
Me percebo sendo tocada...
É o vento! Forte e suave,
Começo a percebê-lo comigo.
Me entrego ao prazer de sentir
O que ele tem pra me dizer.
O vento que me toca
É um vento que explora meu corpo
Me envolve de forma que me revela
Não ser aquele vento que incomoda.
Ao bater forte em minha pele
Me traz sensação de posse.
Este vento é ousado, invasivo,
Deixa meus cabelos em desalinho,
Expõe meu corpo subindo a saia,
Colando a blusa leve em meus seios.
Ele me tomaria pra si, se quisesse,
E me levaria prá onde lhe aprouvesse.
Depois o vento abranda e, suavemente,
Sopra no meu rosto, seca meus lábios.
Sinto o seu toque nos braços e pernas,
Me roçando, eriçando meus pêlos.
Uma sensação de frescor na pele.
Este é um vento terno que me abraça,
Como se descansasse sobre mim.
É um vento contido sussurrante,
Morno a se enroscar no meu corpo.
Descubro-me sentindo prazer
Por estar envolvida pelo vento.
Sem o sol iluminando meu dia,
Nem a vir bronzear-me a pele.
O dia é cinzento, nebuloso,
Cor que não é definida,
De um certo mormaço.
Caminho entre passantes
Que vêm e que vão...
Uns registram em fotos
A beleza da paisagem.
Me percebo sendo tocada...
É o vento! Forte e suave,
Começo a percebê-lo comigo.
Me entrego ao prazer de sentir
O que ele tem pra me dizer.
O vento que me toca
É um vento que explora meu corpo
Me envolve de forma que me revela
Não ser aquele vento que incomoda.
Ao bater forte em minha pele
Me traz sensação de posse.
Este vento é ousado, invasivo,
Deixa meus cabelos em desalinho,
Expõe meu corpo subindo a saia,
Colando a blusa leve em meus seios.
Ele me tomaria pra si, se quisesse,
E me levaria prá onde lhe aprouvesse.
Depois o vento abranda e, suavemente,
Sopra no meu rosto, seca meus lábios.
Sinto o seu toque nos braços e pernas,
Me roçando, eriçando meus pêlos.
Uma sensação de frescor na pele.
Este é um vento terno que me abraça,
Como se descansasse sobre mim.
É um vento contido sussurrante,
Morno a se enroscar no meu corpo.
Descubro-me sentindo prazer
Por estar envolvida pelo vento.
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