Existem momentos vividos,
Alguns até sublimes,
Que nos deixam extasiados,
E nos fazem sentir felizes.
Às vezes são fugazes
Mas com eles viveremos sempre,
Eles se eternizarão dentro da gente.
Momentos que, nas nossas lembranças,
Boas ou ruins, deles jamais esqueceremos.
Lembraremos que, naquele momento,
Naquele instante, enganados ou não,
Pensávamos sim ser felizes.
Etéreos momentos que se encravam
Dentro de nós eternamente.
Marcam, como se gado fôssemos,
Nossa pele, nossa carne,
Não saindo de nossa mente.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
ATORDOADA
Atordoada é como me encontro,
Os pés estão no chão, colados.
A cabeça nas estrelas, voando.
Poderia ser por amor ou paixão
Mas é por estar meio perdida,
Sem saber o rumo da estrada
Desta vida cheia de bifurcação.
Se à direita encontro muita pedra
À esquerda, sendo radical,
Muitos abismos a enfrentar.
À frente, na reta, coisa sem graça,
Sem emoções, muita mesmice.
Poderia voar, teria só fantasia,
Seria uma opção, mas ficaria vazia.
Sonho demais também é fugir
Da vida real que pode surpreender,
Em algum lugar, a qualquer momento.
Mesmo de tudo tendo consciência,
Com todo meu discernimento,
Ainda não sei como fazer para
Livrar-me deste grande tormento,
Que tem roubado meu tempo, que
Virou Idéia fixa em meu pensamento,
Fazendo com que eu esteja na vida
Sem saber sair deste atordoamento.
Os pés estão no chão, colados.
A cabeça nas estrelas, voando.
Poderia ser por amor ou paixão
Mas é por estar meio perdida,
Sem saber o rumo da estrada
Desta vida cheia de bifurcação.
Se à direita encontro muita pedra
À esquerda, sendo radical,
Muitos abismos a enfrentar.
À frente, na reta, coisa sem graça,
Sem emoções, muita mesmice.
Poderia voar, teria só fantasia,
Seria uma opção, mas ficaria vazia.
Sonho demais também é fugir
Da vida real que pode surpreender,
Em algum lugar, a qualquer momento.
Mesmo de tudo tendo consciência,
Com todo meu discernimento,
Ainda não sei como fazer para
Livrar-me deste grande tormento,
Que tem roubado meu tempo, que
Virou Idéia fixa em meu pensamento,
Fazendo com que eu esteja na vida
Sem saber sair deste atordoamento.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
SOLIDÃO É O VAZIO
A chuva deu uma trégua, estiou.
O dia amanheceu sem água caindo.
Uma réstia do sol, tímido,
Querendo entrar pela janela.
Eu, inerte, na vida pensando:
Velhice tem a ver com solidão?
Não que me sinta velha,
Meu espírito não envelheceu,
Mas vejo os dias passando.
Não penso no dia de amanhã,
Nem mesmo no dia de hoje,
Só no que tenho que fazer agora,
No que é premente.
Programo uma série de atividades,
Muita cultura e lazer,
Mas aí penso que vai chover
E arranjo desculpas pra não fazer.
Não tenho medo da velhice,
Mas não sou amiga da solidão,
Não fiz ainda um pacto com ela,
De viver com ela dentro de mim.
Com ela tenho mais convivido,
Mas não quero a sua intimidade.
Ser sua conivente, sei que é preciso.
Preciso aprender a conviver com a solidão
Senão serei uma velha sempre triste
E isso não quero prá mim.
A solidão é o vazio que vejo quando
Olho dentro, no fundo de mim.
E quando a vejo meus olhos marejam,
O peito dói, a garganta sufoca,
Seguro o pranto que teima até cair.
Não entendo o processo pelo qual passo.
Será que chego a ter pena de mim?
Sorte a minha que penso ser forte,
Invento coisas a pensar, a imaginar.
Penso que as palavras são minhas aliadas.
Escrevendo, lendo e até teclando,
Vou ganhando, no meu dia a dia,
A luta constante que travo.
Não luto contra a velhice, gosto dela,
Luto contra a maldita da solidão.
Tem vencido a minha integridade
Apesar de muito aperto no coração.
O dia amanheceu sem água caindo.
Uma réstia do sol, tímido,
Querendo entrar pela janela.
Eu, inerte, na vida pensando:
Velhice tem a ver com solidão?
Não que me sinta velha,
Meu espírito não envelheceu,
Mas vejo os dias passando.
Não penso no dia de amanhã,
Nem mesmo no dia de hoje,
Só no que tenho que fazer agora,
No que é premente.
Programo uma série de atividades,
Muita cultura e lazer,
Mas aí penso que vai chover
E arranjo desculpas pra não fazer.
Não tenho medo da velhice,
Mas não sou amiga da solidão,
Não fiz ainda um pacto com ela,
De viver com ela dentro de mim.
Com ela tenho mais convivido,
Mas não quero a sua intimidade.
Ser sua conivente, sei que é preciso.
Preciso aprender a conviver com a solidão
Senão serei uma velha sempre triste
E isso não quero prá mim.
A solidão é o vazio que vejo quando
Olho dentro, no fundo de mim.
E quando a vejo meus olhos marejam,
O peito dói, a garganta sufoca,
Seguro o pranto que teima até cair.
Não entendo o processo pelo qual passo.
Será que chego a ter pena de mim?
Sorte a minha que penso ser forte,
Invento coisas a pensar, a imaginar.
Penso que as palavras são minhas aliadas.
Escrevendo, lendo e até teclando,
Vou ganhando, no meu dia a dia,
A luta constante que travo.
Não luto contra a velhice, gosto dela,
Luto contra a maldita da solidão.
Tem vencido a minha integridade
Apesar de muito aperto no coração.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
DESESPERANÇA
A vida passa
E eu na espera;
Sei que o amo
E nunca o alcanço;
O mundo gira
E ele nunca vem;
O rio corre
E eu remando contra;
Vou na correnteza
E ele quer o remanso;
O dia se foi
E nada mudou;
O dia voltando
E nada mudará;
A noite chegou
E eu a rondar;
Estrelas se escondem
E eu não posso brilhar;
A musica toca
E eu nem sei dançar;
A cidade se ilumina
E eu na escuridão;
Chove la fora
E eu choro na cama;
Ondas quebram no mar
E eu estou à deriva;
Há vida lá fora
E aqui dentro solidão;
Carros na rua buzinam
E no quarto só o silêncio;
O sono me domina
E eu nem sei sonhar;
O futuro chegou
E estou sem presente;
Nós nos queremos
E não nos pertencemos.
Resta somente lamentar
E com a desesperança ficar.
E eu na espera;
Sei que o amo
E nunca o alcanço;
O mundo gira
E ele nunca vem;
O rio corre
E eu remando contra;
Vou na correnteza
E ele quer o remanso;
O dia se foi
E nada mudou;
O dia voltando
E nada mudará;
A noite chegou
E eu a rondar;
Estrelas se escondem
E eu não posso brilhar;
A musica toca
E eu nem sei dançar;
A cidade se ilumina
E eu na escuridão;
Chove la fora
E eu choro na cama;
Ondas quebram no mar
E eu estou à deriva;
Há vida lá fora
E aqui dentro solidão;
Carros na rua buzinam
E no quarto só o silêncio;
O sono me domina
E eu nem sei sonhar;
O futuro chegou
E estou sem presente;
Nós nos queremos
E não nos pertencemos.
Resta somente lamentar
E com a desesperança ficar.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
UMA CENA TRISTE NO RIO DE JANEIRO
Não tive medo,
Queria era tirar a Carol dali.
Ela, encolhida no banco,
Dando-me instruções
De como sair de ré.
O cara de trás preocupado,
Medo de bater o carro.
Os tiros zunindo... muitos!
A polícia que vinha ao lado
Deixava-me insegura,
Afinal poderia revidar.
Eu ali, no meio, bem na mira.
Saíram primeiro, recuaram!
Não me abaixei, na hora
Não preocupei por mim,
Depois veio a reação, claro!
Tremia e chorava,
No mosteiro, agradecendo,
Abraçada à amiga.
Dia amanhecendo, sombrio!
Teimosa, fui ao aeroporto.
Ainda comentei o perigo,
De naquela hora trafegar
Naquele itinerário... Fui!
Na volta, pegando a tal
Da linha vermelha
(nos lembra o sangue,
por ali muito já derramado),
Percebi os carros parados
E perguntei à Carol
Se era assalto ou acidente.
"É assalto!", disse assustada.
Vi um cara apontando arma
Pra alguém de uma moto.
Parei! Cautelosa, sempre
Mantenho certa distância.
Quando parei os outros
Perceberam e foram parando,
Indiquei que era um assalto,
E todos foram voltando.
Quando os bandidos deram conta
que estávamos recuando
e viram um carro de polícia,
Começaram a gritar, atirando.
Eu tentando voltar sem poder,
E, com espaço à minha frente,
fiquei exposta, vulnerável.
Nisso vi a mulher em pânico,
Descendo do carro apavorada,
Se protegendo abaixada.
Um homem, logo à frente,
Já estava agachado,
Cara de terror, chorava,
Era o que me parecia,
Olhava como pedindo socorro
À polícia que agora fugia.
Até que consegui recuar.
Sorte que havia uma rua
Os carros nela entravam pra
Criar espaços e podermos voltar.
Todos nós, impotentes, ali parados.
Um congestionamento enorme.
Enfim vem um carro de polícia,
Agora sim, destemidos,
Para enfrentar os bandidos,
Não sei se estes fugiram atirando,
Ou se políciais pegaram algum deles.
Depois abriram um lado da pista,
Para nos dar passagem, enquanto
Viam documentos dos assaltados.
Com nosso medo ainda instalado,
Comentando o horror, saímos dali.
Vi mulher sem o carro, andando
De um lado pra outro, chorando.
É terror? É pavor?
Nem sei o que é!
Mas tem sensação de impotência,
Sensação de desvalidos
Entregues à própria sorte.
Muito triste esta cena no Rio,
Nesta cidade de tantas maravilhas.
Só pode ter conivência,
Afinal todo mundo sabe que ali,
Naquele local e naquela hora,
Sempre acontece assaltos.
Por que, então, quem tem o poder
Não age pra evitar que turistas, e
Todos do povo, por isso passem?
Ontem era um domingo de festas,
Dia da decisão do Flamengo.
Gente chegando prá curtir o time,
Sendo humilhada e sofrendo achaque
Por meia dúzia de assaltantes
Que, cheios de poder, fecham a via
E, junto aos demais bandidos,
São hoje os donos da cidade,
Com a cumplicidade de autoridades.
Queria era tirar a Carol dali.
Ela, encolhida no banco,
Dando-me instruções
De como sair de ré.
O cara de trás preocupado,
Medo de bater o carro.
Os tiros zunindo... muitos!
A polícia que vinha ao lado
Deixava-me insegura,
Afinal poderia revidar.
Eu ali, no meio, bem na mira.
Saíram primeiro, recuaram!
Não me abaixei, na hora
Não preocupei por mim,
Depois veio a reação, claro!
Tremia e chorava,
No mosteiro, agradecendo,
Abraçada à amiga.
Dia amanhecendo, sombrio!
Teimosa, fui ao aeroporto.
Ainda comentei o perigo,
De naquela hora trafegar
Naquele itinerário... Fui!
Na volta, pegando a tal
Da linha vermelha
(nos lembra o sangue,
por ali muito já derramado),
Percebi os carros parados
E perguntei à Carol
Se era assalto ou acidente.
"É assalto!", disse assustada.
Vi um cara apontando arma
Pra alguém de uma moto.
Parei! Cautelosa, sempre
Mantenho certa distância.
Quando parei os outros
Perceberam e foram parando,
Indiquei que era um assalto,
E todos foram voltando.
Quando os bandidos deram conta
que estávamos recuando
e viram um carro de polícia,
Começaram a gritar, atirando.
Eu tentando voltar sem poder,
E, com espaço à minha frente,
fiquei exposta, vulnerável.
Nisso vi a mulher em pânico,
Descendo do carro apavorada,
Se protegendo abaixada.
Um homem, logo à frente,
Já estava agachado,
Cara de terror, chorava,
Era o que me parecia,
Olhava como pedindo socorro
À polícia que agora fugia.
Até que consegui recuar.
Sorte que havia uma rua
Os carros nela entravam pra
Criar espaços e podermos voltar.
Todos nós, impotentes, ali parados.
Um congestionamento enorme.
Enfim vem um carro de polícia,
Agora sim, destemidos,
Para enfrentar os bandidos,
Não sei se estes fugiram atirando,
Ou se políciais pegaram algum deles.
Depois abriram um lado da pista,
Para nos dar passagem, enquanto
Viam documentos dos assaltados.
Com nosso medo ainda instalado,
Comentando o horror, saímos dali.
Vi mulher sem o carro, andando
De um lado pra outro, chorando.
É terror? É pavor?
Nem sei o que é!
Mas tem sensação de impotência,
Sensação de desvalidos
Entregues à própria sorte.
Muito triste esta cena no Rio,
Nesta cidade de tantas maravilhas.
Só pode ter conivência,
Afinal todo mundo sabe que ali,
Naquele local e naquela hora,
Sempre acontece assaltos.
Por que, então, quem tem o poder
Não age pra evitar que turistas, e
Todos do povo, por isso passem?
Ontem era um domingo de festas,
Dia da decisão do Flamengo.
Gente chegando prá curtir o time,
Sendo humilhada e sofrendo achaque
Por meia dúzia de assaltantes
Que, cheios de poder, fecham a via
E, junto aos demais bandidos,
São hoje os donos da cidade,
Com a cumplicidade de autoridades.
sábado, 5 de dezembro de 2009
MEU PORTO SEGURO
Sei que você é presente,
Você esta sempre presente.
Me apoiando, quando preciso,
Dando-me bronca, se mereço,
Sei que com você posso contar.
E conto! Até faço média:
O Cuca pode não parecer,
Mas está comigo pra valer.
Se algo me acontecer,
Sei que do meu lado estará.
Sempre muito decidido,
Cedo aprendeu a trabalhar.
Adorava ser prestativo.
Nas festas da família
Era o garçom, de gravatinha
E guardanapo na mão.
Atendia às mesas com bebidas,
Serviu tanto que aprendeu
Como se toma cerveja (pois é!).
Depois, no super mercado,
Arrumava prateleiras,
Ajudando aos empregados,
Parecia mais responsável
Que os próprios donos.
Os tios lhe davam corda,
O avô todo orgulhoso ficava.
Aos quatorze já se mantinha,
Dispensando a mesada.
Cobrava dos irmãos a lição,
Sabia que a mãe não perdoava
E não queria que eles
Sofressem as tais “sargentices”.
O Cuca aprendeu cedo, muito cedo,
Que cumprir compromissos
Fazia parte de sua obrigação.
De tudo fazia gozação,
Que o diga as irmãs e o irmão,
Só não queria fizessem com ele,
quando perdia o Mengão.
Ficava doido! E, como o Fla
Só apanhava, mudou para o Atlético.
Nem sei como está o seu time
Mas este agora é de coração,
O Mengo era por conveniência
Ou uma certa imposição.
Desta vez não muda mais não.
Sabe de tudo um pouco,
De crítico de cinema já posou,
Como barman euro ganhou.
Cozinha? da italiana à japonesa,
Tudo se não estiver com preguiça,
Senão... melhor esquecer!
Na sua hora, no seu momento,
Então... melhor nem contar!
E disso eu entendo porque
Também sou assim.
Este é o meu filho que hoje
Faz aniversário e queria beijá-lo.
Adoro sabê-lo: corajoso, seguro,
Audaz e sem preconceito,
Muito competente desde o colégio,
Penso que o seja na vida.
De caráter, de muitos amigos.
Bom pai, bom filho, bom amigo!
O Cuca, o CV ou o Carlos Vicente
É um homem e ainda o vejo menino.
Aquele menino, lhes asseguro,
hoje é o homem que, se eu precisar,
Me dá a mão e é meu porto seguro.
Você esta sempre presente.
Me apoiando, quando preciso,
Dando-me bronca, se mereço,
Sei que com você posso contar.
E conto! Até faço média:
O Cuca pode não parecer,
Mas está comigo pra valer.
Se algo me acontecer,
Sei que do meu lado estará.
Sempre muito decidido,
Cedo aprendeu a trabalhar.
Adorava ser prestativo.
Nas festas da família
Era o garçom, de gravatinha
E guardanapo na mão.
Atendia às mesas com bebidas,
Serviu tanto que aprendeu
Como se toma cerveja (pois é!).
Depois, no super mercado,
Arrumava prateleiras,
Ajudando aos empregados,
Parecia mais responsável
Que os próprios donos.
Os tios lhe davam corda,
O avô todo orgulhoso ficava.
Aos quatorze já se mantinha,
Dispensando a mesada.
Cobrava dos irmãos a lição,
Sabia que a mãe não perdoava
E não queria que eles
Sofressem as tais “sargentices”.
O Cuca aprendeu cedo, muito cedo,
Que cumprir compromissos
Fazia parte de sua obrigação.
De tudo fazia gozação,
Que o diga as irmãs e o irmão,
Só não queria fizessem com ele,
quando perdia o Mengão.
Ficava doido! E, como o Fla
Só apanhava, mudou para o Atlético.
Nem sei como está o seu time
Mas este agora é de coração,
O Mengo era por conveniência
Ou uma certa imposição.
Desta vez não muda mais não.
Sabe de tudo um pouco,
De crítico de cinema já posou,
Como barman euro ganhou.
Cozinha? da italiana à japonesa,
Tudo se não estiver com preguiça,
Senão... melhor esquecer!
Na sua hora, no seu momento,
Então... melhor nem contar!
E disso eu entendo porque
Também sou assim.
Este é o meu filho que hoje
Faz aniversário e queria beijá-lo.
Adoro sabê-lo: corajoso, seguro,
Audaz e sem preconceito,
Muito competente desde o colégio,
Penso que o seja na vida.
De caráter, de muitos amigos.
Bom pai, bom filho, bom amigo!
O Cuca, o CV ou o Carlos Vicente
É um homem e ainda o vejo menino.
Aquele menino, lhes asseguro,
hoje é o homem que, se eu precisar,
Me dá a mão e é meu porto seguro.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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