quarta-feira, 21 de abril de 2010

XÔ SOLIDÃO!

Chega de solidão!
Quero falar de paixão,
Paixão que move a mim,
Paixão que me traz vida,
Paixão que me dá paz.
Chega de solidão!
Quero falar de amor,
De amor que me anima,
De amor que me ensina,
De amor que me dá vida.
Chega de solidão!
Quero falar de você,
Quero falar de mim,
Quero falar de paixão,
Quero falar de amor,
Enfim, quero falar de nós...
Não sei!

A SOLIDÃO CANINA

Não me deixe muito quieta,
Sou ansiosa, sofro com espera,
Logo posso não mais aqui estar.
Não, não estou fazendo pressão,
Sendo sozinha pego o avião
E vou parar em algum lugar,
Levar minha solidão a passear.
Tem sido assim ultimamente,
Tento tentado no ar, por terra
E, até em navio, por mar,
Dela livrar-me inutilmente,
Não consigo tirá-la da coleira.
A solidão, de fidelidade canina,
De fato é leal companheira,
E por mais que não a queira,
Está incrustada em mim,
Tornou-se meu falso brilhante.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

TRISTEZA, CHORO DA SOLIDÃO

Será só solidão?
Penso que não.
Não é depressão,
Disto tenho certeza.
Deve ser tristeza,
Tristeza profunda
Que atormenta a alma,
Alma que sofre
As dores da solidão.
Tristeza tão grande
Por tudo que vejo,
No mar de lama
Neste Rio de Janeiro.
Pessoas morrendo,
Outras tudo perdendo,
Por conta da água
Da chuva que cai
Sem dó nem piedade
Sobre a linda cidade.
Inundada, devastada,
Assim também me sinto,
E, triste, deixo cair
Lágrimas por mim,
Por não saber viver
Sozinha assim.
Sol, espero teus raios
A brilhar sobre a cidade
Espantando a tragédia
Que paira sobre nós.
Vem, ilumina a minh'alma
Que, novamente encantada,
Expulsará toda tristeza
De dentro de mim.

SOLITÁRIA SOLIDÃO

Na minha solidão
Colho minhas rosas
E tiro meus espinhos.
Na rua e em festas
Não mais me encontro,
Delas perdi o encanto.
Mesmo com tristeza,
Sem muita euforia,
Busco uma alegria
Na solitária solidão,
Minha companhia.
Com as lamúrias,
E muita lamentação,
Construo meu mundo,
Mundo que é só meu
E dele até abro mão.

sábado, 3 de abril de 2010

SOLITÁRIA

Errática, errante
Não sei como ando,
Não quero ir longe,
Não quero ir perto,
Nem sei se quero ir.
Estou a esmo
Mesmo parada.
Se estou em multidão
Com ninguém eu estou.
Se estou com amigos
Nem sei se esta eu sou.
Depois percebo,
Não, com eles não estive.
Onde, naquele momento,
Eu mesma estaria?
Nem eu sei onde estava,
Estava a vagar.
Sei onde quero ir,
Mas não quero ir só.
Quero ir com alguém,
Alguém muito especial,
Que comigo queira estar,
Alguém que me pegue,
Dando-me a sua mão
E, com ele a caminhar,
Mostre-me o caminho,
Onde vamos estar.

quarta-feira, 31 de março de 2010

EM BUSCA DO PARAÍSO

Tensa, tesa, presa
Estou dentro de mim.
A mente vagando
Feito alma penada
Pensando na vida,
Na vida sem pena,
Sem dó de mim.
Nem olho na janela
Não quero ver
A vida passando
E eu parada, presa,
No mesmo lugar,
Dentro de mim.
De repente penso:
Hoje é o presente
Que deixa o passado
Longe de mim.
O hoje trará o amanhã,
Com ele o futuro,
Pra perto de mim.
Amanhã cheio de vida,
De vidas com vida
Em torno de mim.
Liberto minha alma
Que sai do inferno
De dentro de mim,
Em busca do paraíso
Tão perto... enfim!

segunda-feira, 29 de março de 2010

PÁSCOA DA ESPERANÇA

Páscoa me lembra dor,
Domingo não comemorado,
Seria com família reunida,
Filhos, namoradas, namorados.
Susto, correria, olhares em pânico.
Muitas lágrimas contidas
E muitos prantos derramados.
História de amores não vividos
E, de jovens, a vida interrompida.
Páscoa nunca mais! Virou sofrer.
De Cristo imaginei saber a dor
E não mais quis esquecer.
Desejo Páscoa de muita esperança,
Que todos a vida plena vivendo,
Com estímulos, com lembranças,
Com problemas se resolvendo.
Nesta Páscoa renascimento,
Das cinzas ressurgindo,
Com forças para recomeço,
Aprendendo a vida ir vivendo.
Esquecendo dores e acreditando:
Sofrimentos, e também amores,
Nos tornam mais humanos
E de Deus vão nos aproximando.