domingo, 29 de novembro de 2009
O MEU NATAL E O SEU
Todos desejamos paz,
Uns aos outros,
Eu quero desejar mais,
Quero desejar presentes.
Que venham muitos presentes!
Não presentes embrulhados,
Presença de gente.
Gente alegre,
Gente animada,
Gente bonita,
Gente contente,
Gente faceira,
Gente que vibra,
Gente feliz,
Gente que tem
Tudo que quis.
Gente que faz
A alegria da gente.
Quero desejar ainda:
Natal de amor,
Muito amor,
Amor pelo avô,
Amor pelo neto,
Amor pelo pai,
Amor pelo filho,
Amor pelo empregado,
Amor pelo patrão,
Amor pela sogra,
Amor pela nora,
Amor por nós,
Amor pelo irmão,
Amor pelo amigo,
Amor por quem vem,
Amor por quem não tem,
Amor sem saber a quem.
Meu desejo é que se
Tenha, também, mesa farta
E todos cheios de fome,
De muita fome.
Fome de querer,
Fome de fazer,
E, assim, acontecer.
Fome de luz,
Fome de ler,
Fome de si,
Fome de ser,
Fome de rir e
Fome de vida,
Que deixe a outra fome
Menos sofrida.
Portanto, meu desejo,
Neste Natal, e peço
Como presente de niver,
É que toda gente
Tenha muita fome de paz
E de amor para o
O novo ano receber.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
SER MUTÁVEL
Querendo seu lugar,
Seu colo, seu aconchego.
Briga interna constante.
Não sabia porque estava ali,
“Emprensada” entre tantos
Amados e desejados.
Quem mandou ser mulher?
Tornou-se uma garota tímida.
Colegas sabem atormentar,
A tímidos então nem se fala,
Insensíveis, a ela agrediam,
Expondo-a a constrangimentos.
Brigava consigo por assim ser,
Por deixar isso acontecer.
Veio a jovem agressiva,
Que não levava recados,
Que se fazia respeitar,
Mesmo que fosse no grito.
E, assim, foi levando a vida,
Ou por ela sendo levada,
A timidez não podia vir à tona,
Preferia mesmo enfrentar,
Tremia mas acontecia.
Aprendeu ou se perdeu,
Sabia o que queria,
Ou pensava saber.
Passou a brigar por tudo,
Por direitos, por ela,
também por cidadania;
Por irmãos, por amigos,
Pelos filhos, por convicções.
Agora, enfim, descobriu,
Não devia ter deixado:
A rebeldia instalar-se,
A timidez dominá-la,
A agressividade impulsioná-la.
Não gosta de nenhuma,
Jamais gostou!
Usou como armas, por defesa.
Quer ser forte, mas dócil;
Corajosa, mas terna;
Determinada, mas paciente;
Quer ser mais generosa
Com todos e, principalmente,
Com ela; se perdoar mais,
Ser menos ácida, menos cruel,
De seu fel fazer mel,
Viver de forma mais serena.
Ser apenas um ser
Sem nada a questionar,
Sem nada a procurar e
Sem consigo brigar.
Tempo haverá?!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
VOCÊ TAMBÉM É MINHA
Com seu riso, com seu “dinda”,
Com todo o carinho para comigo.
Meu elo com você não se explica
Mas, ele é muito forte, eu sei.
Talvez a considere um pouco minha,
Como se também a tivesse parido.
Não foi minha afilhada de fato
Mas o é de afeto, de ter querido.
Eu quis você e sei que acertei.
Eu era jovem e soube o quê dizer
Prá duas pessoas queridas
Que estavam esperando por mim,
Sem saber que eu chegava,
Só pra lhes falar o que queriam ouvir.
Adoro você e você sabe o porquê.
sábado, 21 de novembro de 2009
NÃO SUMO, ASSUMO!
De ninguém!
Se a alguém
Fizer algum dano,
Procuro me redimir.
Se fiz infeliz, saio,
Deixo o tempo corrigir;
Se muito cobro,
Paro, silencio, calo;
Se me acho demais,
Procuro aparecer menos.
Sumir, isso não faço,
É falta de coragem
De erros assumir.
Erro, erro demais,
Erro pra valer!
Mas, entre perdas e danos
Penso que nada devo,
Penso que não engano.
Estou aqui pra dizer
Que, se de mim lembrar,
Se quiser aparecer,
Certamente me encontrará
E tudo irei entender.
RUGAS, AS QUERO
Mirava e não piscava.
Olhos arregalados que fitavam,
No entanto, não olhavam.
A amiga diz: tem mais de setenta.
Penso (acontece raramente):
Que adianta não ter ruga e ficar
Com a cara assim tão esquisita?
Passei a olhar todas as senhoras,
Com as quais cruzava em Copacabana,
De idade a partir da minha
(sessenta, com cara de seis
meses a um ano a menos).
Que horror! Nunca reparei atentamente.
As mesmas expressões, ou melhor,
Expressão nenhuma! A mesma cara,
Pele repuxada, testa esticada,
Olhos esbugalhados, bochechas inchadas,
Lábios enormes, fazendo bico.
Creio que todas se acham lindas
E pensam ostentar juventude
Escondendo a idade. Bobagem!
Nada aparentando, podem ate
Fazer com que se pense, de
Matusalém, contemporâneas.
Não é exagero, é assim mesmo.
Poucas estavam sem botox, sem esticar,
E, lindas ou feias, suas rugas aparentes,
Na face lhes punham alguma expressão.
Envelhecer, e saber como, é dádiva.
Não sou contra acertar aqui e ali,
O que não se deve fazer é perder a noção
Que, nossas rugas, no rosto estampadas,
Expressam toda nossa emoção.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
CANSAÇO FINDOU
Tudo veio junto:
Carro pifou,
Coluna estourou,
Torneira quebrou,
Telefone não tocou,
Ninguém retornou,
Calor me sufocou,
Preguiça aumentou,
Mundo desabou,
Cansaço me pegou
E o sono chegou.
Sonho? pesadelo virou!
Suei, lutei!
Ufa! Acordei!
O pesadelo acabou.
Estou só! Compreendi.
Tenho que agir!
O dia amanheceu. Lindo!
Tudo está no lugar,
O que não estiver ficará,
Saberei resolver,
Serenidade virá,
Pra vida viver,
Sem me atormentar,
E nela melhor estar!
ELA, A GABRIELA
Minha filha amada,
Sempre muito esperada,
A que eu queria e não vinha.
Sonhei como era, antes de vir.
Até que chegou... cheia de “bico”,
De vontade; pequenina já
Não se deixava mandar.
Linda! Não tinha outra igual,
Até a “estrela” a homenageou,
Provo e comprovo, seu tipo copiou.
Muito desejada, ainda hoje a espero,
Sempre à sua espreita estou,
Quando a vejo meu coração dispara,
De amor só falto morrer.
Sei que ela também me ama,
No seu jeito tão especial de ser.
A Bi menina cresceu e virou mulher,
Mulher que tenho orgulho de ver.
Inteligente, honesta e audaz,
Não desanima e sabe viver.
É carente, fosse menina,
E forte, como mulher de fibra que é.
Esta é você filha que tanto amo,
Minha Gabriela, que está a me ensinar
O caminho onde procuro me encontrar.
