Muitos fazem projetos no fim de ano
Prá serem vividos no ano que vai começar,
Projetos que fizeram nos anos anteriores
E que a execução foi ficando pra depois,
Projetos novos ou renovados.
Outros nada projetam,
Ano novo é só mais uma mudança
No ano do calendário.
Alguns refletem sobre o ano que finda,
Fazem balanço do que lhes aconteceu
Pra saber dos dividendos, lucros e perdas,
Como fazem os contabilistas.
Como em empresa, nem sempre é possível
Jogar o prejuízo pra ser quitado no novo ano.
Perdas de vida, de tempo, de emoção,
Não são resgatadas, ficam só registradas,
No livro da memória, guardado em escaninhos
Escaninhos onde guardamos emoções
Para que um dia possamos recordar e então,
Só então, avaliar o peso que cada acontecimento
Teve no percurso de nossas vidas.
Escaninhos onde estão as nossas perdas
De pessoas que se foram e fazem falta
Ao nosso dia a dia, pessoas que valorizávamos
Com elas estar, que de nossas vidas saíram
E nos deixaram muitas saudades.
Tem escaninho de nossos lucros, das vivências
Que tivemos e que ninguém nunca nos roubará,
Elas fazem parte de nós, de nossas vidas,
São lembranças de momento único, ímpar,
De prazeres, de segredos, de vida vivida.
Assim, ano refletido, projetos renovados,
Ninguém fica alheio à data, todos são envolvidos,
Querendo ou não querendo, participam
Deste novo amanhecer, na espera do acontecer.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
ANO QUE VAI, ANO QUE VEM
Finda o ano, do meu faço um balanço,
Foi um ano bom, cheio de descobertas,
Descobri muito de mim, descobri emoções
Que não imaginava ser capaz.
Foram momentos sublimes,
Meus, vividos com intensidade.
Foi muita solidão... nisso me reencontrei.
Tentando suportar minha companhia,
Com muita dor, descobri que sou importante,
Que fui importante, em algum momento,
Para alguém que, hoje ausente,
Já esteve presente em minha vida.
Ouvi isso de pessoas que foram e são
Importantes pra eu continuar a lutar,
E a razão da vida e do viver encontrar.
Do novo ano espero ter esperança
E acreditar que tudo acontecerá
Como desejo, como eu imagino.
Que ele venha cheio de muita energia
E me traga uma boa e saudável companhia.
Foi um ano bom, cheio de descobertas,
Descobri muito de mim, descobri emoções
Que não imaginava ser capaz.
Foram momentos sublimes,
Meus, vividos com intensidade.
Foi muita solidão... nisso me reencontrei.
Tentando suportar minha companhia,
Com muita dor, descobri que sou importante,
Que fui importante, em algum momento,
Para alguém que, hoje ausente,
Já esteve presente em minha vida.
Ouvi isso de pessoas que foram e são
Importantes pra eu continuar a lutar,
E a razão da vida e do viver encontrar.
Do novo ano espero ter esperança
E acreditar que tudo acontecerá
Como desejo, como eu imagino.
Que ele venha cheio de muita energia
E me traga uma boa e saudável companhia.
sábado, 26 de dezembro de 2009
MOMENTOS MEUS
Lembro de um e de outro amigo,
E lembro o que vivi em algum momento,
A ceia de natal de casa em casa, na rua,
O domingo, no balneário ou no clube e
À tarde o cinema, em bando.
Arrogantes, também fechávamos a rua
Para cemitério e outras brincadeiras jogar.
No Nacional tínhamos cadeiras reservadas
Para os jogos assistir, filhas de diretores,
Diretores que sustentavam o clube,
Achávamos que éramos donas do pedaço.
Éramos! Éramos muito era falantes.
Jogo da copa todos na rua o rádio ouvindo.
Depois com TV não tinha espaço no chão,
Todos em nossa casa apinhados.
O ladrão levou a TV no dia que ia ter jogo,
Que sufoco!
Que “corre corre” pra uma TV comprar e instalar.
Carnaval todos juntos num clube só,
Cada pai num clube ia levar.
Ficavam como tontos a buscar uma e outra
Para comer e algo beber prá não desidratar.
Sem pais ao lado só no último dia,
Pois voltávamos só ao raiar do dia.
Íamos, em grupo, fantasiados,
Os pais ficavam olhando a banda tocando,
Nós atrás, dançando, a caminhar,
Para na praça a festa do momo terminar.
Namorar tinha que prestar contas às amigas,
Se o gajo não agradasse melhor desistir,
A torcida arranjava jeito prá tirá-lo de campo.
Não gostaram de um por conta do perfume.
Elas cuidavam de tudo o que fazíamos,
Se beijávamos contavam até os segundos
Do tempo que o beijo durava.
Isto sim que era sufoco,
Pois daí vinha uma inquisição, umas contra,
Outras a favor da ousadia.
Só rindo! Lembrar disto me faz rir
E deixar de sofrer pelas lembranças,
Da distância destes momentos.
Penso que o que sinto não é só saudade,
Isto deve ser também é muita nostalgia!
E lembro o que vivi em algum momento,
A ceia de natal de casa em casa, na rua,
O domingo, no balneário ou no clube e
À tarde o cinema, em bando.
Arrogantes, também fechávamos a rua
Para cemitério e outras brincadeiras jogar.
No Nacional tínhamos cadeiras reservadas
Para os jogos assistir, filhas de diretores,
Diretores que sustentavam o clube,
Achávamos que éramos donas do pedaço.
Éramos! Éramos muito era falantes.
Jogo da copa todos na rua o rádio ouvindo.
Depois com TV não tinha espaço no chão,
Todos em nossa casa apinhados.
O ladrão levou a TV no dia que ia ter jogo,
Que sufoco!
Que “corre corre” pra uma TV comprar e instalar.
Carnaval todos juntos num clube só,
Cada pai num clube ia levar.
Ficavam como tontos a buscar uma e outra
Para comer e algo beber prá não desidratar.
Sem pais ao lado só no último dia,
Pois voltávamos só ao raiar do dia.
Íamos, em grupo, fantasiados,
Os pais ficavam olhando a banda tocando,
Nós atrás, dançando, a caminhar,
Para na praça a festa do momo terminar.
Namorar tinha que prestar contas às amigas,
Se o gajo não agradasse melhor desistir,
A torcida arranjava jeito prá tirá-lo de campo.
Não gostaram de um por conta do perfume.
Elas cuidavam de tudo o que fazíamos,
Se beijávamos contavam até os segundos
Do tempo que o beijo durava.
Isto sim que era sufoco,
Pois daí vinha uma inquisição, umas contra,
Outras a favor da ousadia.
Só rindo! Lembrar disto me faz rir
E deixar de sofrer pelas lembranças,
Da distância destes momentos.
Penso que o que sinto não é só saudade,
Isto deve ser também é muita nostalgia!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
RENASCIMENTO
Agora, neste momento,
Reflito que preciso renascer,
Já renasci tantas vezes...
Por que não mais uma?
Deixar que angústia e
Melancolia se dissipem.
Aprender que a solidão,
Solidão por mim escolhida,
É criativa, se sabemos vivê-la,
E pode ser agradável companhia.
Ela me faz pensar e escrever,
Permite descobrir um monte de mim,
Coisas boas, coisas ruins.
Agora, no momento que me falam
Ter nascido no mesmo dia de Cristo,
Vejo que é um bom dia pra pensar,
Acreditar que viver a vida vale a pena.
Que a minha sempre valeu,
Pela família onde nasci,
Pelos filhos e família que criei,
Pelos amigos que lembram de mim e
Por todos que muito me acarinham.
Minha vida é cheia de privilégios,
Uns ganhos de ”mão beijada”,
Outros por mim conquistados.
Então por que drama?
Vou aproveitar deles... usufruir!
Eu mereço! Dizem que mereço,
Que mereço tudo de bom e
Que sou boa gente.
E penso sim que merecemos o que temos.
Temos livre arbítrio pra escolher
Como viver, é só aprender a ser.
Tem quem não nos mereça
Então melhor que os esqueça.
Poucos têm amigos como eu,
Deles devo me cercar
E muito alegre ficar
Com quem comigo queira estar.
Deixar de viver a fugir,
E curtir! Curtir os momentos.
Renascer e fazer projetos,
Projetos de viagens, de vida!
Nasci no dia de Cristo,
Não sou Ele,
Nem mesmo sou uma Santa Maria
Pra viver uma vida
Em tão grande agonia.
Reflito que preciso renascer,
Já renasci tantas vezes...
Por que não mais uma?
Deixar que angústia e
Melancolia se dissipem.
Aprender que a solidão,
Solidão por mim escolhida,
É criativa, se sabemos vivê-la,
E pode ser agradável companhia.
Ela me faz pensar e escrever,
Permite descobrir um monte de mim,
Coisas boas, coisas ruins.
Agora, no momento que me falam
Ter nascido no mesmo dia de Cristo,
Vejo que é um bom dia pra pensar,
Acreditar que viver a vida vale a pena.
Que a minha sempre valeu,
Pela família onde nasci,
Pelos filhos e família que criei,
Pelos amigos que lembram de mim e
Por todos que muito me acarinham.
Minha vida é cheia de privilégios,
Uns ganhos de ”mão beijada”,
Outros por mim conquistados.
Então por que drama?
Vou aproveitar deles... usufruir!
Eu mereço! Dizem que mereço,
Que mereço tudo de bom e
Que sou boa gente.
E penso sim que merecemos o que temos.
Temos livre arbítrio pra escolher
Como viver, é só aprender a ser.
Tem quem não nos mereça
Então melhor que os esqueça.
Poucos têm amigos como eu,
Deles devo me cercar
E muito alegre ficar
Com quem comigo queira estar.
Deixar de viver a fugir,
E curtir! Curtir os momentos.
Renascer e fazer projetos,
Projetos de viagens, de vida!
Nasci no dia de Cristo,
Não sou Ele,
Nem mesmo sou uma Santa Maria
Pra viver uma vida
Em tão grande agonia.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
SAUDADES DE MIM
Quantas saudades!
De tudo que já fui,
De tudo que seria.
Chamo por mim não respondo
Só escuto o eco do silêncio,
Silêncio que dói nos meus ouvidos.
Nem o barulho dos bares,
Que ecoa na rua, é maior
Que o grito deste silêncio dentro de mim.
Chamo por ele, ele não responde.
Nem sei quem é ele, nunca o vi.
Nem que voz tem... será que tem voz?
Sequer com ele falei.
Ele talvez nem exista,
Nem nunca vá existir.
Quando chega, ele nem é ele (O AMOR),
É ela, a solidão que me atormenta,
Minha mais fiel companhia,
Vem até quando não quero,
Vem e faz moradia,
Toma todo o meu tempo,
Toma todo o meu espaço.
Deixa-me acéfala,
Nem pensar posso.
Sou só um corpo que caminha.
Confundo tudo. Confundo saudades com
Tristeza, angústia, melancolia... pena.
Pena de mim que vivo a mentir
Que sou o que não sou.
Então sinto saudades do que finjo que sou.
De tudo que já fui,
De tudo que seria.
Chamo por mim não respondo
Só escuto o eco do silêncio,
Silêncio que dói nos meus ouvidos.
Nem o barulho dos bares,
Que ecoa na rua, é maior
Que o grito deste silêncio dentro de mim.
Chamo por ele, ele não responde.
Nem sei quem é ele, nunca o vi.
Nem que voz tem... será que tem voz?
Sequer com ele falei.
Ele talvez nem exista,
Nem nunca vá existir.
Quando chega, ele nem é ele (O AMOR),
É ela, a solidão que me atormenta,
Minha mais fiel companhia,
Vem até quando não quero,
Vem e faz moradia,
Toma todo o meu tempo,
Toma todo o meu espaço.
Deixa-me acéfala,
Nem pensar posso.
Sou só um corpo que caminha.
Confundo tudo. Confundo saudades com
Tristeza, angústia, melancolia... pena.
Pena de mim que vivo a mentir
Que sou o que não sou.
Então sinto saudades do que finjo que sou.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
MOMENTOS ETÉREOS
Existem momentos vividos,
Alguns até sublimes,
Que nos deixam extasiados,
E nos fazem sentir felizes.
Às vezes são fugazes
Mas com eles viveremos sempre,
Eles se eternizarão dentro da gente.
Momentos que, nas nossas lembranças,
Boas ou ruins, deles jamais esqueceremos.
Lembraremos que, naquele momento,
Naquele instante, enganados ou não,
Pensávamos sim ser felizes.
Etéreos momentos que se encravam
Dentro de nós eternamente.
Marcam, como se gado fôssemos,
Nossa pele, nossa carne,
Não saindo de nossa mente.
Alguns até sublimes,
Que nos deixam extasiados,
E nos fazem sentir felizes.
Às vezes são fugazes
Mas com eles viveremos sempre,
Eles se eternizarão dentro da gente.
Momentos que, nas nossas lembranças,
Boas ou ruins, deles jamais esqueceremos.
Lembraremos que, naquele momento,
Naquele instante, enganados ou não,
Pensávamos sim ser felizes.
Etéreos momentos que se encravam
Dentro de nós eternamente.
Marcam, como se gado fôssemos,
Nossa pele, nossa carne,
Não saindo de nossa mente.
domingo, 13 de dezembro de 2009
ATORDOADA
Atordoada é como me encontro,
Os pés estão no chão, colados.
A cabeça nas estrelas, voando.
Poderia ser por amor ou paixão
Mas é por estar meio perdida,
Sem saber o rumo da estrada
Desta vida cheia de bifurcação.
Se à direita encontro muita pedra
À esquerda, sendo radical,
Muitos abismos a enfrentar.
À frente, na reta, coisa sem graça,
Sem emoções, muita mesmice.
Poderia voar, teria só fantasia,
Seria uma opção, mas ficaria vazia.
Sonho demais também é fugir
Da vida real que pode surpreender,
Em algum lugar, a qualquer momento.
Mesmo de tudo tendo consciência,
Com todo meu discernimento,
Ainda não sei como fazer para
Livrar-me deste grande tormento,
Que tem roubado meu tempo, que
Virou Idéia fixa em meu pensamento,
Fazendo com que eu esteja na vida
Sem saber sair deste atordoamento.
Os pés estão no chão, colados.
A cabeça nas estrelas, voando.
Poderia ser por amor ou paixão
Mas é por estar meio perdida,
Sem saber o rumo da estrada
Desta vida cheia de bifurcação.
Se à direita encontro muita pedra
À esquerda, sendo radical,
Muitos abismos a enfrentar.
À frente, na reta, coisa sem graça,
Sem emoções, muita mesmice.
Poderia voar, teria só fantasia,
Seria uma opção, mas ficaria vazia.
Sonho demais também é fugir
Da vida real que pode surpreender,
Em algum lugar, a qualquer momento.
Mesmo de tudo tendo consciência,
Com todo meu discernimento,
Ainda não sei como fazer para
Livrar-me deste grande tormento,
Que tem roubado meu tempo, que
Virou Idéia fixa em meu pensamento,
Fazendo com que eu esteja na vida
Sem saber sair deste atordoamento.
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