Desperto!
Abro a janela
Dia claro
Brilha o sol.
A araucária
Majestosa
Impõe-se
À frente.
Ouço canto,
Não havia
Pássaro.
Eu bem te vi
Nesta manhã!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
MINHA ÁRVORE DE NATAL
Minha árvore de natal
Será feita com muito amor,
O sentimento mais nobre,
Que às vezes nos faz sofrer
Mas que sem ele não sei viver.
Minha árvore será frondosa
Representando a amizade
E em seus galhos você,
Amigo querido que é.
Ausente ou presente,
Perto ou mesmo distante,
Seja antigo ou recente,
Amigo lembro com emoção.
Minha árvore terá fortes raízes,
São meus valores, meu passado,
O que fui, o que sou...
É a força que me sustenta
Quando ventos e tempestades
Querem à terra me levar.
Nessas raízes estão meus pais,
Meus irmãos, sobrinhos, enfim...
Todos da família de onde vim,
Com nossas circunstâncias
E todas nossas arestas
Que, por mais que incomodem,
Deles não quero prescindir.
Minha árvore será florida
Exalando perfume.
São lindas flores
Que transformam-se
Em doces frutos
Dando sabor à minha vida.
São meus amados filhos,
A quem tanto admiro,
Cuca, Dan, Jô e Bi,
Com eles seus parceiros,
Que, como filhos adotei.
Minha árvore terá no alto
Uma estrela, um astro
Ainda sozinho,
Esperando companhia.
É o Gael, meu neto
Que me dá muita alegria.
Sobre minha árvore
Voarão alguns pássaros
Enfeitando e encantando,
São meus dez afilhados,
Que, como presente, ganhei.
Não poderia deixar de falar
Que minha árvore de natal
Não será colocada em vaso
Mas em solo fértil,
Desta terra que tanto amo,
Nutrindo a todos nós
Com a seiva da prosperidade,
Paz e harmonia.
Minha arvore também
Receberá do sol
Raios de luz de esperança
Para iluminar nosso Natal
E todos os nossos dias
Deste Novo Ano que inicia.
Será feita com muito amor,
O sentimento mais nobre,
Que às vezes nos faz sofrer
Mas que sem ele não sei viver.
Minha árvore será frondosa
Representando a amizade
E em seus galhos você,
Amigo querido que é.
Ausente ou presente,
Perto ou mesmo distante,
Seja antigo ou recente,
Amigo lembro com emoção.
Minha árvore terá fortes raízes,
São meus valores, meu passado,
O que fui, o que sou...
É a força que me sustenta
Quando ventos e tempestades
Querem à terra me levar.
Nessas raízes estão meus pais,
Meus irmãos, sobrinhos, enfim...
Todos da família de onde vim,
Com nossas circunstâncias
E todas nossas arestas
Que, por mais que incomodem,
Deles não quero prescindir.
Minha árvore será florida
Exalando perfume.
São lindas flores
Que transformam-se
Em doces frutos
Dando sabor à minha vida.
São meus amados filhos,
A quem tanto admiro,
Cuca, Dan, Jô e Bi,
Com eles seus parceiros,
Que, como filhos adotei.
Minha árvore terá no alto
Uma estrela, um astro
Ainda sozinho,
Esperando companhia.
É o Gael, meu neto
Que me dá muita alegria.
Sobre minha árvore
Voarão alguns pássaros
Enfeitando e encantando,
São meus dez afilhados,
Que, como presente, ganhei.
Não poderia deixar de falar
Que minha árvore de natal
Não será colocada em vaso
Mas em solo fértil,
Desta terra que tanto amo,
Nutrindo a todos nós
Com a seiva da prosperidade,
Paz e harmonia.
Minha arvore também
Receberá do sol
Raios de luz de esperança
Para iluminar nosso Natal
E todos os nossos dias
Deste Novo Ano que inicia.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
REJEIÇÃO
Choro o abandono
Da menina carente
Esperando ser abraçada.
Menina e já rejeitada.
Sofro a angústia
Da jovem que num repente
Tem os sonhos roubados
E sente na pele
O medo de ser rejeitada.
Com a pele sem dor
E os nervos em choque,
Fugindo e me escondendo,
Conheço a solidão
E ainda nem era mulher.
Mulher me abandonei,
E, abandonada de mim
Me entreguei
À vida.
E, na roda da vida
Um circulo vicioso,
Feito rodamoinho,
Vem me sugando.
Rejeição,
Sofrimento,
Lágrimas,
Dor,
Solidão,
Entrega,
Rejeição,
Abandono...
Achei um vilão
Da minha solidão,
É ela, a rejeição.
Da menina carente
Esperando ser abraçada.
Menina e já rejeitada.
Sofro a angústia
Da jovem que num repente
Tem os sonhos roubados
E sente na pele
O medo de ser rejeitada.
Com a pele sem dor
E os nervos em choque,
Fugindo e me escondendo,
Conheço a solidão
E ainda nem era mulher.
Mulher me abandonei,
E, abandonada de mim
Me entreguei
À vida.
E, na roda da vida
Um circulo vicioso,
Feito rodamoinho,
Vem me sugando.
Rejeição,
Sofrimento,
Lágrimas,
Dor,
Solidão,
Entrega,
Rejeição,
Abandono...
Achei um vilão
Da minha solidão,
É ela, a rejeição.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
ESCULTORA
Amassando o barro
Me entrego. Sou leve,
Sou levada... danço!
Dando forma,
Modelando o barro
Me transformo,
Me transponho...
Tudo conspira!
É o imaginário,
O mundo da fantasia,
Da beleza,
Do devaneio...
Neste processo
Construo meu caminho.
Me entrego. Sou leve,
Sou levada... danço!
Dando forma,
Modelando o barro
Me transformo,
Me transponho...
Tudo conspira!
É o imaginário,
O mundo da fantasia,
Da beleza,
Do devaneio...
Neste processo
Construo meu caminho.
sábado, 20 de novembro de 2010
PESADELO DO MEDO
Não era um homem,
Era frangalho humano.
Como se rastejasse
Implorava e apelava
Por carinho, por ternura,
Aos pés do carrasco
Que lhe fazia tortura.
Medo descomunal!
Não tinha estatura,
Era traste em agonia
Medo do quê não dizia
A mente corroída intuía.
Os papéis se invertiam
O demônio virara anjo
E o anjo se descobria
Um demônio, não sabia!
Do sonho guardado
O pesadelo do medo.
Era frangalho humano.
Como se rastejasse
Implorava e apelava
Por carinho, por ternura,
Aos pés do carrasco
Que lhe fazia tortura.
Medo descomunal!
Não tinha estatura,
Era traste em agonia
Medo do quê não dizia
A mente corroída intuía.
Os papéis se invertiam
O demônio virara anjo
E o anjo se descobria
Um demônio, não sabia!
Do sonho guardado
O pesadelo do medo.
domingo, 14 de novembro de 2010
ENTONCES, OBRIGADA MEU PAI!
Entonces penso nele
Era como ele dizia:
“Entonces...”
Eu respondia: “não é entonces”
Ele entonces me repreendia:
“Ora, voce não venha
Querer me ensinar a falar
Só porque lhe pus a estudar”.
Alguns anos depois o castigo:
Filhos de mim também riam
Pois de inglês eu nada sabia
(E continuo nada sabendo).
Entonces ele tinha razão,
A palavra existia,
Só muito tarde eu descobriria.
Agora entonces me vejo
Preocupada com política
Que ele me pôs no sangue
E também me obrigando
Desde cedo em jornais ler
Do que nada eu entendia.
Semi analfabeto ele era
Mas com calma me explicava
Pois de política entendia.
Entonces meu pai hoje vejo
Foi você! Com você!
Descobri o que é ser cidadã.
Nunca o vi a ninguém bajular
Mas muitos eu vi a lhe procurar.
Por nada o vi perder a dignidade
Nem a cabeça abaixar.
O vi enfrentando baderneiros
Dizendo: “o carro pode levar
Mas eu vou sair daqui
E ninguém vai me tocar”.
Falou forte e sem medo
A um grupo que o ameaçou,
No dia de uma greve,
Porque estava indo trabalhar.
Depois me disse:
“Estão brigando com razão”
Entonces não entendi nada não.
Compadres pra mais de cem
E quem com ele trabalhou
Amigo pra sempre ficou,
Em seu velório até chorou.
Adorava suas raízes,
E, quando muito doente,
Nos pediu que o levasse
De volta de onde partira
Para sua terra rever.
A notícia se espalhara,
Surpreendendo a nós todos,
Na igreja gente chegando
Para com ele falar.
Um neto de pouca idade
Entonces exclamou:
"É muito importante o vovô!"
Era como ele dizia:
“Entonces...”
Eu respondia: “não é entonces”
Ele entonces me repreendia:
“Ora, voce não venha
Querer me ensinar a falar
Só porque lhe pus a estudar”.
Alguns anos depois o castigo:
Filhos de mim também riam
Pois de inglês eu nada sabia
(E continuo nada sabendo).
Entonces ele tinha razão,
A palavra existia,
Só muito tarde eu descobriria.
Agora entonces me vejo
Preocupada com política
Que ele me pôs no sangue
E também me obrigando
Desde cedo em jornais ler
Do que nada eu entendia.
Semi analfabeto ele era
Mas com calma me explicava
Pois de política entendia.
Entonces meu pai hoje vejo
Foi você! Com você!
Descobri o que é ser cidadã.
Nunca o vi a ninguém bajular
Mas muitos eu vi a lhe procurar.
Por nada o vi perder a dignidade
Nem a cabeça abaixar.
O vi enfrentando baderneiros
Dizendo: “o carro pode levar
Mas eu vou sair daqui
E ninguém vai me tocar”.
Falou forte e sem medo
A um grupo que o ameaçou,
No dia de uma greve,
Porque estava indo trabalhar.
Depois me disse:
“Estão brigando com razão”
Entonces não entendi nada não.
Compadres pra mais de cem
E quem com ele trabalhou
Amigo pra sempre ficou,
Em seu velório até chorou.
Adorava suas raízes,
E, quando muito doente,
Nos pediu que o levasse
De volta de onde partira
Para sua terra rever.
A notícia se espalhara,
Surpreendendo a nós todos,
Na igreja gente chegando
Para com ele falar.
Um neto de pouca idade
Entonces exclamou:
"É muito importante o vovô!"
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
TAPETE DE FOLHAS
Folhas secas, outras murchas,
Estalando sob pés descalços
Da criança que alegre e feliz
Catava ouriços de castanhas.
Momentos longínquos...
Revi a garota na floresta amazônica
Entre caboclos, fornos de farinha
E tachos de mel de cana.
Cobras, aranhas e outras peçonhas
Naquele tapete de folhas inexistia
E, hoje, só de pensar me arrepia.
O cheiro do mato ainda paira no ar,
Na retina, das folhas secas, os tons.
Espalhadas ao chão folhas murchas
Umedeciam os pés da menina.
Não parecia dia, nem noite era.
No alto, entre copas das arvores,
Réstia da luz do sol brilhava.
Nítidas, como se fosse ontem,
Me vêm à lembrança as imagens...
Infância vivida em plenitude
Sobre o tapete da natureza
Feito de folhas e liberdade.
Estalando sob pés descalços
Da criança que alegre e feliz
Catava ouriços de castanhas.
Momentos longínquos...
Revi a garota na floresta amazônica
Entre caboclos, fornos de farinha
E tachos de mel de cana.
Cobras, aranhas e outras peçonhas
Naquele tapete de folhas inexistia
E, hoje, só de pensar me arrepia.
O cheiro do mato ainda paira no ar,
Na retina, das folhas secas, os tons.
Espalhadas ao chão folhas murchas
Umedeciam os pés da menina.
Não parecia dia, nem noite era.
No alto, entre copas das arvores,
Réstia da luz do sol brilhava.
Nítidas, como se fosse ontem,
Me vêm à lembrança as imagens...
Infância vivida em plenitude
Sobre o tapete da natureza
Feito de folhas e liberdade.
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