Tensa, tesa, presa
Estou dentro de mim.
A mente vagando
Feito alma penada
Pensando na vida,
Na vida sem pena,
Sem dó de mim.
Nem olho na janela
Não quero ver
A vida passando
E eu parada, presa,
No mesmo lugar,
Dentro de mim.
De repente penso:
Hoje é o presente
Que deixa o passado
Longe de mim.
O hoje trará o amanhã,
Com ele o futuro,
Pra perto de mim.
Amanhã cheio de vida,
De vidas com vida
Em torno de mim.
Liberto minha alma
Que sai do inferno
De dentro de mim,
Em busca do paraíso
Tão perto... enfim!
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
PÁSCOA DA ESPERANÇA
Páscoa me lembra dor,
Domingo não comemorado,
Seria com família reunida,
Filhos, namoradas, namorados.
Susto, correria, olhares em pânico.
Muitas lágrimas contidas
E muitos prantos derramados.
História de amores não vividos
E, de jovens, a vida interrompida.
Páscoa nunca mais! Virou sofrer.
De Cristo imaginei saber a dor
E não mais quis esquecer.
Desejo Páscoa de muita esperança,
Que todos a vida plena vivendo,
Com estímulos, com lembranças,
Com problemas se resolvendo.
Nesta Páscoa renascimento,
Das cinzas ressurgindo,
Com forças para recomeço,
Aprendendo a vida ir vivendo.
Esquecendo dores e acreditando:
Sofrimentos, e também amores,
Nos tornam mais humanos
E de Deus vão nos aproximando.
Domingo não comemorado,
Seria com família reunida,
Filhos, namoradas, namorados.
Susto, correria, olhares em pânico.
Muitas lágrimas contidas
E muitos prantos derramados.
História de amores não vividos
E, de jovens, a vida interrompida.
Páscoa nunca mais! Virou sofrer.
De Cristo imaginei saber a dor
E não mais quis esquecer.
Desejo Páscoa de muita esperança,
Que todos a vida plena vivendo,
Com estímulos, com lembranças,
Com problemas se resolvendo.
Nesta Páscoa renascimento,
Das cinzas ressurgindo,
Com forças para recomeço,
Aprendendo a vida ir vivendo.
Esquecendo dores e acreditando:
Sofrimentos, e também amores,
Nos tornam mais humanos
E de Deus vão nos aproximando.
domingo, 28 de março de 2010
IMAGENS
Olho no espelho,
Exame de consciência,
Haja paciência!
Vejo uma ave malvada,
Que, com vôo rasante,
Abate um navegante,
Perdido numa tempestade.
Não é nada disso!
Foi por conta da calmaria,
Pensando mostrar a direção,
Quando mais alto voou,
Que a ave seu alvo errou.
Não soube se fazer entender!
Olho de novo a imagem refletida,
Nela a pessoa que atende pedidos
E sai sem constrangimentos.
Também não constrangeu,
Não desafiou, não embaraçou.
Não se culpa, não culpou.
Íntegra, intensa, inteira,
Sempre soube ser.
Sem lágrimas se retirou.
Lagrimas se derrama,
Quando por nós derramadas.
Podemos desejos sentir,
Quando somos desejadas.
Amor só dá pra retribuir
Se também formos amadas.
Fora disso... idiossincrasias.
Exame de consciência,
Haja paciência!
Vejo uma ave malvada,
Que, com vôo rasante,
Abate um navegante,
Perdido numa tempestade.
Não é nada disso!
Foi por conta da calmaria,
Pensando mostrar a direção,
Quando mais alto voou,
Que a ave seu alvo errou.
Não soube se fazer entender!
Olho de novo a imagem refletida,
Nela a pessoa que atende pedidos
E sai sem constrangimentos.
Também não constrangeu,
Não desafiou, não embaraçou.
Não se culpa, não culpou.
Íntegra, intensa, inteira,
Sempre soube ser.
Sem lágrimas se retirou.
Lagrimas se derrama,
Quando por nós derramadas.
Podemos desejos sentir,
Quando somos desejadas.
Amor só dá pra retribuir
Se também formos amadas.
Fora disso... idiossincrasias.
DONA DE MIM
Estou indo e vindo,
Livre de ansiedades,
Esperas ou pensares.
À vida me entrego,
Vejo quanta beleza perdia,
Do morrer e nascer do dia.
Voltei a me divertir,
Amigas brincam,
Chamam-me miragem.
Algumas me desconheciam,
Andava distante, soturna,
Longe daquela a sorrir.
Elas também percebiam,
Que, mesmo em bando,
Estava solitária e sombria.
Sem horas agora ando,
De acordar, não existe,
De dormir, o corpo pede.
Praia, visitas, viagem,
Cinema, teatro, música,
Restaurantes e muita leitura.
Amigos revendo,
Novos amigos fazendo,
Divertidos, fazem-me rir.
Descubro o humor,
Que havia perdido
E ainda há dentro de mim.
Segura em meus passos,
Sentindo prazer,
Meu caminho refaço.
Momentos só meus,
Me redescobrindo
A gostar mais de mim.
A ninguém pertenço,
Mente livre novamente,
Novos vôos eu traço.
Sou eu a dona de mim.
Livre de ansiedades,
Esperas ou pensares.
À vida me entrego,
Vejo quanta beleza perdia,
Do morrer e nascer do dia.
Voltei a me divertir,
Amigas brincam,
Chamam-me miragem.
Algumas me desconheciam,
Andava distante, soturna,
Longe daquela a sorrir.
Elas também percebiam,
Que, mesmo em bando,
Estava solitária e sombria.
Sem horas agora ando,
De acordar, não existe,
De dormir, o corpo pede.
Praia, visitas, viagem,
Cinema, teatro, música,
Restaurantes e muita leitura.
Amigos revendo,
Novos amigos fazendo,
Divertidos, fazem-me rir.
Descubro o humor,
Que havia perdido
E ainda há dentro de mim.
Segura em meus passos,
Sentindo prazer,
Meu caminho refaço.
Momentos só meus,
Me redescobrindo
A gostar mais de mim.
A ninguém pertenço,
Mente livre novamente,
Novos vôos eu traço.
Sou eu a dona de mim.
quarta-feira, 24 de março de 2010
CALMARIA
No poço profundo,
Água da fonte,
Plácida, parada...
Transparente,
Vê-se o fundo.
Olhos molhados,
Que trazem calma,
Calma que acalma,
Tal água no poço parada.
Olhos transparentes,
Deles, no fundo,
A centelha do amor.
Lago de água escura,
Inerte, não se mexe,
Reflete o brilho da lua.
Água no lago parada,
Calmaria que não alivia
O que se traz na alma.
Palavras que doem,
De resignação
E de falta de opção.
Nelas a calma
Do lago de água escura
Que não expõe o fundo,
Que guarda mistérios,
Presa não pode correr.
Transparência ou mistério,
Poço ou lago,
Calmaria de água parada
De quem não quer riscos,
Correr riscos e se expor
Para de novo viver.
Água da fonte,
Plácida, parada...
Transparente,
Vê-se o fundo.
Olhos molhados,
Que trazem calma,
Calma que acalma,
Tal água no poço parada.
Olhos transparentes,
Deles, no fundo,
A centelha do amor.
Lago de água escura,
Inerte, não se mexe,
Reflete o brilho da lua.
Água no lago parada,
Calmaria que não alivia
O que se traz na alma.
Palavras que doem,
De resignação
E de falta de opção.
Nelas a calma
Do lago de água escura
Que não expõe o fundo,
Que guarda mistérios,
Presa não pode correr.
Transparência ou mistério,
Poço ou lago,
Calmaria de água parada
De quem não quer riscos,
Correr riscos e se expor
Para de novo viver.
domingo, 21 de março de 2010
SEM TEMPO
Fui cheia de esperanças,
Voltei sem nada a esperar,
Estava com muita ilusão,
Com isso não deveria contar.
Não há tempo para acreditar
Que algo possa mudar,
Se não há tempo nem para sonhar.
A vida, como água em corredeira,
Passa veloz, parecendo cachoeira.
Com ela vai minha esperança,
Devo agora confessar,
Dentro de mim nada mais há.
Estou vazia de sentimentos,
Sem saber onde buscar,
Nem poder no tempo voltar.
Tempo de vida não vivido,
Igual água de correnteza,
Jamais à fonte vai tornar.
Voltei sem nada a esperar,
Estava com muita ilusão,
Com isso não deveria contar.
Não há tempo para acreditar
Que algo possa mudar,
Se não há tempo nem para sonhar.
A vida, como água em corredeira,
Passa veloz, parecendo cachoeira.
Com ela vai minha esperança,
Devo agora confessar,
Dentro de mim nada mais há.
Estou vazia de sentimentos,
Sem saber onde buscar,
Nem poder no tempo voltar.
Tempo de vida não vivido,
Igual água de correnteza,
Jamais à fonte vai tornar.
PEIXES DOS MEUS RIOS
Tucunaré, Pacu,
Sardinha, Matrinxã
Acará, também Aracu,
Pescada, Curimatã,
Tambaqui, Pirarucu,
Acari Bodó, Surubim,
E o nosso Jaraqui.
Este sem igual,
Afora outros,
Que à memória não vêm.
Moquecas, picadinhos,
Fritos, ensopados,
Cozidos, em escabeche,
Na brasa assados,
Em folhas da bananeira
E nelas enterrados.
Vários temperos,
Alguns apimentados.
De farinha sempre
Acompanhados,
Seja a seca
Ou a d’água,
Também a do Uarini.
E, com baião de dois,
Nem se fala,
Na boca já dá água.
É uma farra sem igual,
Na terra das doces águas,
Do Rio Negro
E do Solimões,
Os sabores à mesa
Que seus peixes nos dão.
Sardinha, Matrinxã
Acará, também Aracu,
Pescada, Curimatã,
Tambaqui, Pirarucu,
Acari Bodó, Surubim,
E o nosso Jaraqui.
Este sem igual,
Afora outros,
Que à memória não vêm.
Moquecas, picadinhos,
Fritos, ensopados,
Cozidos, em escabeche,
Na brasa assados,
Em folhas da bananeira
E nelas enterrados.
Vários temperos,
Alguns apimentados.
De farinha sempre
Acompanhados,
Seja a seca
Ou a d’água,
Também a do Uarini.
E, com baião de dois,
Nem se fala,
Na boca já dá água.
É uma farra sem igual,
Na terra das doces águas,
Do Rio Negro
E do Solimões,
Os sabores à mesa
Que seus peixes nos dão.
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